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10 coisas que você precisa saber sobre o diabetes tipo 2

10 coisas que você precisa saber sobre o diabetes tipo 2

Doença crônica, o diabetes tipo 2 pode afetar pessoas de qualquer idade. Porém, sua maior incidência se dá em indivíduos acima dos 40 anos e que apresentem alguns dos fatores de risco, como a obesidade. Caracteriza-se pela forma como o corpo metaboliza a glicose, fonte de energia corporal, através da resistência do hormônio da insulina ou da sua não produção adequada.

Diferente do diabetes tipo 1, os portadores do tipo 2 produzem insulina, porém em uma quantidade inferior a necessária. Ou então, o corpo adquire uma resistência ao hormônio e não responde às suas ações. Quando isso acontece, a insulina se torna incapaz de equilibrar a quantidade de açúcar no sangue.

Informações relevantes sobre o diabetes tipo 2

Enquanto o diabetes tipo 1 se caracteriza pela perda súbita de produção de insulina pelo pâncreas, o diabetes tipo 2 incapacita o organismo a converter o açúcar presente no sangue em energia. Mesmo mantendo a produção, a insulina não consegue exercer plenamente sua função, elevando os níveis de açúcar no sangue.

Como o diabetes é uma doença que causa impacto nos pacientes e nem sempre há boas informações sobre o assunto, há muitos mitos sobre ela que nem sempre correspondem com a realidade. Para obter um conhecimento maior sobre a doença, selecionamos 10 coisas que todo mundo precisa saber sobre o diabetes tipo 2. Confira a seguir!

10 coisas que você precisa saber sobre o diabetes tipo 2

1 – Os fatores de risco para o surgimento do diabetes tipo 2 são: idade acima de 45 anos, obesidade, histórico familiar, sedentarismo, baixos níveis de colesterol HDL, consumo elevado de álcool, hipertensão, triglicerídeos elevados e diabetes gestacional.

2 – Em geral, pacientes com diabetes tipo 2 não apresentam sintomas iniciais. Porém, geralmente, os primeiros podem ser observados a partir de infecções frequentes na pele, rins e bexiga, feridas que demoram a cicatrizar, constante sensação de fome e sede, vontade de urinar muitas vezes, formigamento nos pés e alterações visuais.

3 – Mesmo possível de surgir em crianças e adolescentes, o diabetes tipo 2 é mais comum em adultos a partir dos 40 anos.

4 – O adulto obeso tem 85% de chances de desenvolver  diabetes tipo 2.

5 – O uso contínuo de medicamentos com corticóides pode causar a diabetes tipo 2.

6 – O diabetes tipo 2 pode ser responsável pela impotência sexual masculina. Dois a cada três pacientes podem apresentar disfunção erétil.

7 – Muitos pacientes com diabetes tipo 2 podem apresentar doenças cardiovasculares, devido às alterações fisiopatológicas causadas pela hiperglicemia. Há, inclusive, chances de morte súbita principalmente para os pacientes que não controlam a doença.

8 – O  diabetes tipo 2 pode ser tratada com medicamentos via oral e/ou com insulina. Depende do estágio e da gravidade da doença.

9 – A prática de exercícios físicos pode ajudar a controlar os índices glicêmicos. Da mesma maneira, pode ajudar a perder peso e ajudar a reequilibrar o organismo.

10 – O diabetes tipo 2 pode ser prevenida através da boa alimentação e da prática de atividades físicas. O sedentarismo é um dos fatores que mais estimula o surgimento da doença.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Goiânia e Anápolis.

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6 sinais de que você pode ter problemas na tireoide

6 sinais de que você pode ter problemas na tireoide

Alterações na glândula tireoide podem se manifestar de diversas maneiras. Se não identificadas, os problemas podem se agravar e a condição passar despercebida, o que atrasa o início do tratamento. Pensando nisso, trouxemos neste artigo 6 sinais que podem te ajudar a perceber que algo pode estar errado com a sua tireoide.

Preparado para conferir? Então vamos lá.

6 sinais de que você pode ter problemas na tireoide

 

1. Desconforto no pescoço

Desconforto na região anterior do pescoço e aparecimento de caroços ou nódulos nesta região podem representar sinais de alteração no funcionamento da glândula tireoide. Isso ocorre pois é nesta região que a glândula está localizada.

2. Esquecimentos frequentes e dificuldade para se concentrar

Se você sente que está esquecendo as coisas com frequência, com a memória fraca e com dificuldade para se concentrar mesmo na realização de tarefas cotidianas, fique de olho. Estes podem ser sinais de alteração na tireoide.

O esquecimento costuma ser um sintoma de hipotireoidismo, enquanto a dificuldade de concentração, do hipertireoidismo.

3. Pele seca e perda de cabelo

Primeiramente, ressaltamos que ambas as condições são normais, sendo a queda de cabelo normalmente intensificada de modo natural em estações como a primavera e o outono.

Porém, se você sente que a queda de cabelo tem sido mais expressiva do que o normal e sem outra causa aparente, a resposta para a condição pode estar em uma alteração na glândula tireoide. Pele seca e/ou com coceira também pode indicar um mau funcionamento, especialmente se ela ocorre fora dos períodos de tempo seco e frio.

4. Agitação ou cansaço

Se você se sente muito agitado – ou muito cansado – esse sinal também merece atenção especial.

Quando a pessoa fica muito agitada (às vezes, com taquicardia) e sistema digestivo trabalhando “a milhão”, esse pode ser um sinal de hipertireoidismo (quando há produção hormonal exagerada).

Já o cansaço frequente pode ser um sinal de que o sistema cardiovascular está funcionando mais lentamente, fazendo com que o indivíduo perca energia e fique mais devagar. Este pode ser um sintoma de hipotireoidismo, quando os hormônios são produzidos em menor quantidade do que deveriam.

5. Alterações no sono

Se você passa o dia todo com vontade de dormir (mesmo naqueles dias em que teve uma boa noite de sono), o sinal pode ser um reflexo de hipotireoidismo. Já a agitação na hora de dormir, que leva à dificuldade para pegar no sono, um sinal de hipertireoidismo.

6. Ganho ou perda de peso

Se você tem perdido ou ganhado peso sem outras razões aparentes, e principalmente sem mudanças na alimentação ou prática de exercícios, este também pode ser um sinal de alteração na tireoide.

Se você tem um ou mais sinais apresentados acima, o recomendado é realizar os exames de sangue referentes a produção dos hormônios T3 e T4, de modo a identificar ou não a presença da disfunção.

 

Agora você já conhece 6 sinais de que você pode estar com problemas na tireoide. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Goiânia e Anápolis.

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Você sabe o que é o hipotireoidismo?

Você sabe o que é o hipotireoidismo?

Cansaço inexplicável, sonolência, queda de cabelo, pele seca, alteração da pressão arterial, alteração do peso e colesterol alto: esses são alguns dos sintomas do hipotireoidismo. Apesar de ser mais frequente em mulheres, pode aparecer em qualquer pessoa, inclusive em recém-nascidos (o hipotireoidismo congênito).

Mas o que, de fato, é o hipotireoidismo? Confira neste artigo detalhes sobre essa doença, suas causas e como pode ser tratada.

Entendendo o que é o hipotireoidismo

Esta é a doença mais comum da tireoide, afetando aproximadamente 5% da população. O hipotireoidismo ocorre quando a glândula da tireoide não funciona adequadamente. Em outras palavras, temos a doença quando o órgão não dá conta de produzir os hormônios necessários para manter o controle do organismo.

Como a doença surge

A glândula da tireoide produz os hormônios tri-iodotironina (T3) e tetraiodotironina (T4). Ambos são responsáveis pelo metabolismo.

A produção do T3 e T4 é controlada por outro hormônio, o TSH, produzido pela glândula hipófise. A função do TSH é ‘iniciar’ a produção do T3 e do T4 quando seus níveis não estão bons.

Contudo, quando os hormônios T3 e T4 estão altos no sangue, o TSH ‘desliga’ e os níveis hormonais, no sangue, diminuem. O hipotireoidismo surge quando o TSH não consegue perceber que os níveis de T3 e T4 estão abaixo do limite e não dá o start na sua produção.

Outra maneira pela qual o problema se apresenta é através do surgimento de doenças autoimunes. Essas doenças afetam o sistema imunológico, fazendo com que a produção de hormônios diminua.

Alguns fatores menos comuns que podem ser causadores do hipotireoidismo são o baixo nível de iodo e a doença congênita. Eles ocorres pelo mau desenvolvimento da glândula da tireoide durante a gravidez.

Fatores de risco e sintomas da enfermidade

 

Qualquer pessoa pode ter o problema, porém existem alguns fatores que facilitam o surgimento da doença. Entre eles estão:

  • ser do sexo feminino;
  • possuir mais de 60 anos;
  • ser portador de doença autoimune;
  • usar medicamentos que interfiram na produção de hormônios da tireoide;
  • ter realizado uma cirurgia de tireoide.

Sintomas comuns

 

Os sintomas variam de acordo com cada pessoa e com a gravidade do problema. Na primeira etapa da doença, é possível notar algumas características, porém, muitas vezes, elas não chamam atenção suficiente.

Os sintomas mais comuns são: cansaço, prisão de ventre, ganho de peso sem explicação, ressecamento da pele, rosto inchado, fadiga, rouquidão, sensibilidade ao frio, aumento do nível do colesterol. Além desses, podemos citar também a depressão e queda de cabelo.

 

Como funciona o tratamento de hipotireoidismo?

O tratamento deve ser feito por meio de medicamentos como a levotiroxina para repor o que a glândula não está conseguindo produzir adequadamente.

A dosagem e posologia são prescritos pelo médico endocrinologista de acordo com a necessidade de cada organismo. Além da levotiroxina, pode também ser necessário fazer o uso de outros medicamentos.

Faça exames rotineiros

Existe forma de prevenção do hipotireoidismo? Ainda não. Mas, apesar de não existir um meio de prevenção, é possível ficar de olho. A realização de exames de rotina da tireoide é um cuidado importante para analisar os níveis hormonais e detectar o problema rápido, caso ele exista.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Goiânia e Anápolis.

 

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Conheça 5 novidades no tratamento de diabetes

Conheça 5 novidades no tratamento de diabetes

A diabetes é uma doença crônica, isto é, uma doença que não tem cura mas que tem controle. É uma das doenças de maior predominância em todo o mundo. Para se ter uma ideia, são mais de 380 milhões de pessoas, no mundo, vivendo com esta patologia. Destes, mais de 14 milhões estão no Brasil.

Como é do conhecimento de todos, trata-se de uma patologia potencialmente perigosa, pois além de alterar a rotina do paciente, a diabetes pode levar a uma série de complicações, algumas inclusive de natureza grave.

Felizmente, além dos medicamentos tradicionais utilizados para manter a doença sob controle, hoje existe uma série de inovações que permitem não só realizar seu controle, mas também dar maior qualidade de vida e conforto aos afetados. São algumas dessas tecnologias para o tratamento de diabetes que você ira conferir na sequência.

1. Soliqua – tratamento de diabetes tipo II

Resultado do desenvolvimento de pesquisas durante anos, a Soliqua trata-se de um medicamento voltado especificamente para o tratamento de diabetes tipo II, que atinge cerca de 90% dos pacientes com a doença.
Consiste em uma caneta aplicadora que contem insulina e lexinesatina, responsáveis por estimular a secreção da insulina e, como consequência, manter os níveis de glicemia no sangue dentro das taxas consideradas normais. Foi aprovado em julho de 2017.

2. SLGT2 – uma proposta diferente

Este medicamento se difere da grande maioria do remédios para diabetes pois atua de maneira diferente no organismo. Ao invés de atuar no pâncreas (órgão responsável pela secreção de insulina), ele concentra sua atuação nos rins, estimulando a eliminação do excesso de glicose no sangue por meio da urina. Com isso, as taxas de glicemia são normalizadas.

3. Insulina de ação prolongada (ultra-lenta)

Como o próprio nome indica, essa insulina difere da normalmente utilizada devido ao seu tempo maior de ação. Seu uso é aprovado tanto para diabetes tipo I quanto para diabetes tipo II.

Apresenta vantagens com relação a insulina NPH humana porque diminui os episódios de hipoglicemia, inclusive as noturnas que são as mais perigosas para o coração. Também permite flexibilizar os horários de aplicação, o que implica em maior bem-estar e qualidade de vida ao paciente.

4. Análogos de GLP-1

São fármacos para o tratamento de diabetes já em utilização no Brasil. Seu uso é, por enquanto, exclusivo para a terapia da diabetes tipo II. A novidade é que agora também está sendo pesquisada uma forma de utilizá-la no melhor controle do tipo I da doença.

Os medicamentos dessa classe, além de outros mecanismos, são capazes de reduzir as taxas de produção de glucagon, hormônio que atua em nosso organismo elevando as taxas de açúcar no sangue e tornando o controle da doença mais difícil.

5. OneTouch Verio Flex – tecnologia acessível

Falando de uma das tecnologias de diabetes propriamente dita, temos esse aparelho que através da medição capital (pela ponta do dedo) envia todas as informações de glicemia para o smartphone do paciente, incluindo o cálculo da dose para cada refeição para que não haja picos de glicemia.

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4 coisas que você precisa entender sobre a obesidade

4 coisas que você precisa entender sobre a obesidade

A obesidade é uma das doenças com maior taxa de prevalência nas sociedades ao redor do mundo, e não é diferente com a população brasileira, infelizmente.

Alguns levantamentos apontam que mais de 50% da população está acima do peso, ou seja , na faixa de sobrepeso e obesidade.

Além de culminar em uma estética pouco adequada aos padrões das sociedades contemporâneas, o que por si só não constitui nenhum problema, a doença causa a baixa de autoestima de diversos indivíduos e possui uma série de efeitos que diminuem a qualidade de vida, uma vez que incapacidade funcional, redução da expectativa e da qualidade de vida são apenas algumas de suas consequências.

Por isso, neste artigo iremos esmiuçar 4 coisas que você precisa saber sobre a obesidade.

Estilo de vida e dieta como fatores desencadeantes

Apesar de haver outros fatores que estimulam o surgimento da doença, como veremos abaixo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que as principais causas da obesidade se encontram na adoção de um estilo de vida sedentário combinado a uma alimentação pouco equilibrada.

Com a ingestão de alimentos com baixas quantidades de nutrientes, fibras, vitaminas e falta de exercícios físicos, a gordura vai se acumulando no organismo até que cause a doença. Por isso, esses são fatores aos quais todos devem prestar atenção.

Psicológico como causa

Apesar de ser pouco falado, este é um fator que também pode desencadear a doença. Muitas vezes, diante de situações difíceis, os níveis de ansiedade se elevam, e muitas pessoas encontram a solução para descontar o nervosismo na comida, ingerindo grandes quantidades sem nenhuma preocupação, levando ao problema de saúde.

Influência dos hormônios

Existem diversos fatores hormonais que podem contribuir para o surgimento da doença. Dentre eles, temos a insulina, o aumento no acúmulo de gordura; os hormônios da tiroide, que em falta podem diminuir o ritmo do metabolismo e causar sobrepeso; o cortisol, conhecido como o hormônio da adrenalina, quando combinado como a insulina fornece a fórmula perfeita para o ganho exagerado de peso; e o estrogênio, conhecido como hormônio feminino e presente no organismo em excesso devido ao uso de cosméticos, dieta rica em soja e outros fatores, pode atrapalhar a queima de gordura pelo organismo.

No entanto, essas causas só podem ser descobertas por um endocrinologista capacitado, e por isso é fundamental uma avaliação médica para avaliá-las.

Doenças associadas

Apesar de constituir por si só uma doença, o excesso de peso pode causar uma série de outras doenças de saúde. Além da depressão, causada pela baixa estima do paciente devido à sua imagem estética, diabetes tipo II, doenças renais, doenças cardíacas, apneia do sono e câncer fazem parte da lista.

Para evitar a obesidade, uma alimentação balanceada, exercícios físicos diários e consultas periódicas com um endocrinologista são atitudes fundamentais.

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Tireoide: Você conhece a importância deste pequeno órgão?

Tireoide: Você conhece a importância deste pequeno órgão?

A tireoide é uma glândula que, apesar de pequena, tem enorme importância para o corpo humano. Porém, poucas pessoas sabem, se quer, para que ela serve, onde está localizada e como é o seu funcionamento. Neste artigo, conheça mais sobre a tireoide e sua importância.

Tireoide: anatomia e funções

A tireoide é uma glândula com o formato muito similar ao de uma borboleta. Ela está localizada na parte anterior do pescoço, mais especificadamente, entre a clavícula e o “gogó”. Dois hormônios são produzidos por este pequeno órgão, que por sua vez, se responsabilizam pela velocidade com a qual nosso organismo realiza uma série de funções.

Os hormônios produzidos e controlados pela tireoide se responsabilizam pelo funcionamento de vários órgãos,  como os rins, o coração e o intestino. Para as mulheres, a glândula atua ainda no regulamento dos ciclos menstruais.

Em crianças e jovens, a glândula tireoide atua também no crescimento e no desenvolvimento, uma vez que exerce função ativa no controle do peso, na fertilidade, na memória, na concentração, no controle das emoções, do humor e por aí vai.

Problemas que atingem a tireoide

Os problemas mais comuns que afetam a tireoide são:

-> Surgimento de nódulos benignos pelo corpo (muito comuns nas mamas, por exemplo);
-> Hipotireoidismo (quando há baixa produção hormonal);
-> Hipertireoidismo (quando o funcionamento da glândula é exagerado, resultando em descontrole hormonal).

Quando há a manifestação do hipotireoidismo, é comum que o indivíduo sinta o coração bater mais lentamente. Outros sintomas são mau funcionamento do sistema gastrointestinal e crescimento comprometido, este último, apenas quando a disfunção atinge jovens ou crianças.

Além disso, dores nas articulações e músculos, fadiga, cansaço, queda na memória, sonolência constante, depressão e aumento nas taxas de colesterol na corrente sanguínea também são sintomas comuns do hipotireoidismo.

Já o hipertireoidismo, disfunção que eleva a produção de hormônios da glândula tireoide, pode levar ao emagrecimento, taquicardia (disparo nos batimentos cardíacos), intestino solto e muita agitação, que faz com que a pessoa esteja sempre com bastante energia, falando e gesticulando de modo expressivo.

Muitos são os indivíduos que creem que as disfunções na tireoide só se manifestam durante a infância ou adolescência. Mas, a verdade é que elas podem surgir em qualquer fase da vida. Felizmente, identificá-la é simples e exige apenas a realização de um exame de sangue.

Já em relação aos nódulos na tireoide, eles devem ser investigados sempre que presentes por mais de duas semanas. Para tal, exames complementares podem ser solicitados pelo médico endocrinologista para descartar ou confirmar a presença de um câncer.

E não precisa se preocupar: ao longo da vida, mais de 60% dos brasileiros manifestam nódulos na tireoide. Porém, estima-se que apenas 5% deles possuam características malignas.

Todas essas disfunções podem ser tratadas e controladas por meio do auxílio e acompanhamento de um médico endocrinologista.

Agora você já conhece tudo sobre a tireoide, assim como a importância deste pequeno órgão. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Goiânia e Anápolis.

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Hormônios – Você sabe o que são e o papel que desempenham no organismo?

Hormônios – Você sabe o que são e o papel que desempenham no organismo?

Os hormônios são os mensageiros químicos do nosso organismo e têm grande importância no controle de várias funções do corpo. Cada hormônio possui sua própria função e, como um todo, eles atuam em processos como: o controle do crescimento, o desenvolvimento físico e também na regulação das funções de diversos tecidos. Além disso, podemos encontrar sua influência nas funções reprodutivas e no controle do metabolismo, que é o processo utilizado pelo organismo para produzir energia a partir dos alimentos.

Eles foram detectados pela primeira vez no início do século passado, pelos cientistas ingleses William Bayliss e Ernest Starling. Os dois pesquisadores demonstraram que uma substância retirada do revestimento do intestino tinha condições de ser injetada em um cão com o objetivo de estimular o pâncreas a produzir fluído.

Os cientistas nomearam essa substância de secretina e ainda cunharam o termo “hormônio”. Hoje em dia é possível afirmar que cientistas já catalogaram algumas dezenas de hormônios.

Como os hormônios atuam

Eles são produzidos nas diversas glândulas que temos em nosso organismo e compõe o sistema endócrino. Elas secretam os hormônios de acordo as necessidades do nosso corpo. Como dito no início deste artigo, cada hormônio tem sua própria função. Porém, em alguns casos eles trabalham em conjunto, como acontece quando tomamos um susto. Quando isso acontece, a adrenalina e a noradrenalina trabalham juntas para acelerar a respiração e o batimento cardíaco.

Das glândulas endócrinas em que cada um deles é produzido, os hormônios são lançados na corrente sanguínea e, a partir daí, alcançam todas as células do corpo – mas, o interessante é que eles só irão atuar sobre aquelas a que são dirigidos, chamadas, por isso, de células-alvo. Isso funciona por que elas possuem receptores especiais para aquele hormônio específico.

A glândula hipófise, localizada no cérebro, é a responsável por, além de produzir sua própria leva de hormônios, incentivar o restante das glândulas endócrinas a atuarem de maneira correta.

De uma maneira geral os hormônios podem ser classificados em dois tipos distintos, baseados na sua composição química. Grande parte deles são peptídios, ou derivados de aminoácidos. Nesse caso estão incluídos os hormônios gerados pela parte anterior da hipófise, pela tireóide, paratireóides, pela placenta e também pelo pâncreas.

Os hormônios peptídicos geralmente aparecem na forma de proteínas maiores. Quando eles são exigidos para funcionarem, esses peptídios sofrem uma decomposição e se tornam biologicamente ativos e secretados no sangue para que, dessa maneira, tenham a capacidade de circularem em todo o organismo.

Há também os hormônios sexuais, secretados pelas glândulas suprarrenais, testículos e ovários.

Problemas relacionados com os hormônios

Caso os hormônios não funcionem da maneira correta, é possível afirmar que o corpo passa a sofrer o que chamamos de disfunções hormonais. Esses transtornos podem acontecer tanto em homens quanto em mulheres e ocasionam problemas relacionados a fertilidade, ao surgimento de espinhas, além de problemas de peso, entre outros.

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Descobri que tenho diabetes, e agora?

Descobri que tenho diabetes, e agora?

A diabetes é uma doença que acomete grande parte da população mundial. Segundo o Ministério da Saúde, somente no Brasil mais de 13 milhões de pessoas sofrem com este problema, oque representa 6,9% da população. A doença surge devido a uma grande quantidade de açúcar no sangue (hiperglicemia), causada por uma alimentação inadequada ou por fatores genéticos.

Muitas pessoas, ao receberem o diagnóstico, acabam por acreditar que sua vida ficará muito difícil, seja por conta da alimentação regrada ou das mudanças nos hábitos de vida. É fato que o problema traz consigo uma leva de cuidados a serem tomados, mas para mostrar que é possível viver bem com a doença, apresentamos algumas dicas e cuidados que vão te ajudar a conviver de maneira equilibrada com a Diabetes.

7 dicas para viver bem com a Diabetes

1. Adote uma alimentação fragmentada

A primeira dica para quem possui diabetes é que faça as refeições de forma fragmentada, em poucas quantidades, porém diversas vezes ao dia. Esta medida ajuda a monitorar o nível de glicemia no sangue, além de ser uma aliada no controle do peso. Não se engane, o segredo está nas escolhas saudáveis, evitando os alimentos que auxiliam no aumento de glicose e consumindo opções que irão te ajudar a ter uma saúde mais completo. Mas não pense que vai comer muito, o recomendado é fazer lanches pequenos, nos intervalos das principais refeições (que também devem ser moderadas).

2. De olho nos carboidratos

O paciente diabético deve moderar o consumo de carboidratos. É recomendado que o consumo diário seja entre 20 g e 90 g, dependendo da tolerância de cada um. Neste sentido, é importante frisar que cada indivíduo tem as suas necessidades e que cada caso é um caso. Por isso, o acompanhamento médico é muito importante, pois é o médico quem pode te ajudar a encontrar a quantidade ideal, de acordo com os resultados de exames e testes.

Os carboidratos estão presentes em alimentos muito comuns do cotidiano, como é o caso de pães, macarrão, biscoitos e tudo que leva farinha de trigo. Dê preferência aos carboidratos complexos, eles possuem um menor índice glicêmico, e, por serem digeridos de forma mais lenta, impedem que hajam picos de glicemia no sangue.

Dentre os carboidratos complexos, podemos listar: abóboras, massas integrais, arroz integral, brócolis, ervilha, farinhas integrais, lentilhas, quinoa, pêssego e soja.

3. Modere o uso de bebidas alcoólicas

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas faz com que os níveis de triglicerídeos aumentem no sangue. Este aumento pode resultar em hipoglicemia (pico de açúcar no sangue), caso o estômago esteja vazio. Por isso, mesmo que o consumo de bebida alcoólica seja esparso, nunca o faça sem comer.

4. ALERTA para os doces

Existe uma crença popular de que pessoas com diabetes não podem consumir doces e chocolates. Isso não é verdade. O consumo destes alimentos pode ser feito, desde que faça parte de um plano alimentar e estejam inseridos em uma rotina de exercícios físicos. Pode-se comer doce, porém sem exageros, pequenas porções, em ocasiões especiais, aliadas a um preparo (comendo de maneira mais saudável em outras refeições, por exemplo) não serão caso de piora na doença.

5. Prefira os alimentos naturais

Essa dica vale para todo mundo. Os alimentos naturais, independente de diabetes ou não, são melhores do que os industrializados e processados. Claro que, com a correria do dia a dia é inviável esperar que todos tenham tempo para assar seus pães e fazer suas massas caseiras. Não é disso que estamos falando. A ideia aqui é: sempre que puder escolher entre algo industrializado e algo natural, escolha o natural. Prefira os vegetais frescos aos enlatados, escolha os integrais ao invés dos processados.

6. Pratique exercícios físicos

Dê adeus à vida sedentária! A prática de exercícios físicos, desde que cuidadosa, permite que o índice de açúcar no sangue seja controlado, além de afastar o perigo de ganho de peso. Mas antes de começar qualquer atividade é essencial saber como está seu nível glicêmico, para que a ação não piore o quadro.

Vale lembrar que é preferível praticar exercícios físicos leves, pois se o gasto de calorias for maior que a reposição de nutrientes depois da atividade, pode aumentar o nível de açúcar no sangue.

7. Curta a vida

A diabetes não é sinônimo de uma vida sem prazeres. Você não deve se isolar do convívio social, mesmo que envolva comida, pois estar perto de pessoas queridas traz alegria. Além disso, adote uma atitude positiva, busque conhecer mais sobre a sua doença, procurando sempre por alternativas que irão fazer o seu cotidiano mais agradável.

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Hipogonadismo – sintomas, causas e tratamento

Hipogonadismo – sintomas, causas e tratamento

No período que antecede a menopausa, a mulher começa a produzir menos os hormônios estrogênios e progesterona, e essa diminuição pode chegar até ao ponto que eles deixem de ser produzidos por completo. Este é um processo natural do organismo. Porém, quando tal produção diminui fora do climatério, ou quando a diminuição dos níveis hormonais acontece nos homens, o problema é o hipogonadismo. Ele afeta os ovários e testículos, responsáveis pela produção dos hormônios sexuais e dos óvulos e espermatozoides.

Causas e sintomas do hipogonadismo

O hipogonadismo pode ser primário, afetando diretamente os testículos ou ovários, ou secundário, como sintoma de outra doença. Ele proporciona um déficit crescente de hormônios sexuais, que trazem como consequência uma série de alterações no organismo, como, até mesmo, a infertilidade.

Para os homens, a causa mais comum do hipogonadismo primário é a síndrome de Klinefelter. Dos sintomas congênitos há ainda a anorquia, o criptorquidismo, distrofia miotônica e defeitos nas enzimas. As suas causas adquiridas se destacam pela exposição à radioterapia e à quimioterapia, infecção nos testículos causada por caxumba e super dosagem de drogas.

Já quando a doença se apresenta de forma secundária, por ser um sinal de outro problema, pode ser por uma falha no hipotálamo, causada temporariamente por qualquer doença sistêmica. Das causas congênitas estão a idiopática, malformação de Dandy-Walker e deficiência do hormônio luteinizante, enquanto as adquiridas são qualquer doença sistêmica, problemas graves como infarto e trauma causados pela radiação, sobrecarga de ferro, envelhecimento, alcoolismo e obesidade mórbida.

O hipogonadismo feminino se caracteriza pela falta de produção de estrogênio e progesterona, sem cura e com tratamento apenas para amenizar os sintomas e sua progressão. Entre as causas congênitas estão a síndrome de Turner e entre as adquiridas estão o emagrecimento constante (efeito sanfona), acesso à radiação, hemocromatose (excesso de ferro nos tecidos), envelhecimento e doenças autoimunes.

Os sintomas para ambos os sexos são: a diminuição da libido, infertilidade, dificuldade de manter as habilidades cognitivas, distúrbios do sono e alterações de humor. Depressão, raiva, perda da massa magra, aumento da gordura abdominal e visceral, ginecomastia, atrofia testicular e problemas de hipertensão também entram na lista. Para mulheres podem surgir ondas de calor, vagina seca, problemas ao tentar engravidar, falhas no período menstrual e perda de pelos corporais.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é realizado após exames clínicos e laboratoriais por ginecologistas, endocrinologistas, clínico geral e andrologistas. São requisitados os exames de ultrassom da pelve, painel de hormônios presentes e ressonância da hipófise.

O tratamento do hipogonadismo feminino é feito com reposição hormonal leve, para equilibrar os níveis de estrogênio e progesterona no corpo. Podem ser ministrados medicamentos para estimular a ovulação e, em casos mais graves, é indicada a cirurgia.

Para os homens o tratamento é totalmente ligado às suas causas, para que elas sejam tratadas e então possa-se conter o hipogonadismo. É também indicada a reposição hormonal, com baixas doses de testosterona.

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Como um endocrinologista pode te ajudar a aumentar sua performance física

Como um endocrinologista pode te ajudar a aumentar sua performance física

Quem treina com foco no ganho de massa muscular e definição corporal, sabe o quão trabalhoso é alcançar os resultados esperados. Um bom treino exige sempre muita dedicação e esforço, e aumentar a performance física não é algo simples. Esse tipo de atividade passa longe da visão deturpada que alguns têm acerca do exercício físico. Vai muito além de algo meramente estético, ou apenas uma obrigação para manter-se em forma.

Com a mudança de visão, o treinamento de resultados com foco em performance física é uma atividade a ser levada a sério e, por isso mesmo, ganhou um aliado de força: a ciência. Nesse sentido, o endocrinologista é o profissional da medicina que pode te ajudar a elevar a qualidade de seus treinos. Descubra como abaixo.

O que faz um endocrinologista?

O médico endocrinologista é especializado em entender o funcionamento do nosso corpo, pensando-o sob o ponto de vista dos hormônios. Essas substâncias químicas estão envolvidas em cada um dos processos metabólicos do nosso organismo, exercendo uma função reguladora. Como se pode notar, os hormônios são um ponto principal para o bom funcionamento do corpo, de modo que, são essenciais, para quem busca resultados.

Dessa forma, a consulta endocrinológica pode ser a diferença entre uma atividade física com resultado de alta performance ou não. De forma bem resumida, o endocrinologista pode otimizar os resultados do seu treinamento.

Ciência médica moderna e endocrinologia: dois aliados com foco em resultados

Na luta por boa performance física em treinamentos, o primeiro destaque deve ser dado para o fato de que a endocrinologia está altamente correlacionada com os avanços médicos. Um bom exemplo disso são os exames de bioimpedância, que servem para medir e avaliar a composição corporal. Dessa forma é possível saber quanto de nosso peso é água, gordura e massa magra. Em posse desses dados, o endocrinologista está habilitado para traçar protocolos que levem à diminuição da quantidade de gordura e ao aumento da massa magra, otimizando o treino.

Outro aliado para um bom diagnóstico são os exames de sangue. Alguém poderia argumentar que esse tipo de exame pode ser feito por qualquer médico. De fato, exames de sangue podem ser pedidos por qualquer profissional médico. Contudo, a abordagem de um cardiologista e de um endocrinologista, acerca dos resultados dos exames de sangue, é completamente diferente. E não apenas a interpretação é diferente, como o objetivo por trás destes exames também o é. Se o foco é entender hormônios como a insulina, a testosterona e o cortisol, que estão ligados ao ganho de massa muscular, a endocrinologia pode te ajudar.

Se você tem treinado forte, com empenho e dedicação e, mesmo assim, continua patinando em resultados pouco animadores, saiba que a diferença pode estar na consciência corporal que a medicina endocrinológica pode te oferecer. Para aumentar a performance física e, consequentemente, alcançar o objetivo pretendido, considere a consulta a um endocrinologista de sua confiança.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Goiânia e Anápolis.

Posted by Dra. Lanna Gomes in Todos