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Como identificar o seu peso saudável

Como identificar o seu peso saudável

A grande maioria das pessoas, em algum momento em suas vidas, se vê lutando contra a balança. Em muitos casos, é fácil ficar acima do peso; em outros, luta-se para não ficar abaixo. Mas, afinal de contas, qual é o peso ideal? Como identificar o peso saudável para o seu corpo, considerando que cada corpo tem proporções diferentes?

O peso saudável e a pressão para emagrecer

É complicado identificar o ponto exato em que um organismo está sendo afetado negativamente pelo peso, ou quando ele apenas está tentando encontrar um equilíbrio. Não é incomum que uma pessoa que está dentro do peso tenha a impressão de estar gorda, e isso é, inclusive, a razão para o desenvolvimento de uma série de distúrbios alimentares que podem ser muito perigosos.

Mas não se engane! Grande parte da população mundial ainda enfrenta sérios problemas de obesidade. No Brasil, é estimado que 50% dos cidadãos estejam acima do peso (incluindo crianças). E, ao contrário do que muitos acreditam, não são as dietas que emagrecem.

O simples corte de calorias e gorduras pode até fazer com que o emagrecimento aconteça, mas é provável que o peso retorne depois de algum tempo. Se isso se tornar um ciclo, a pessoa viverá o chamado “efeito sanfona”. Isso acontece porque, ao sentir que o corpo está perdendo sua gordura rapidamente, nosso cérebro enxerga o fato como um perigo iminente e passa a dar ordens para que o organismo se adapte novamente. Se os hábitos da pessoa retornarem ao que eram antes, ela pode até ultrapassar seu peso inicial depois de todo esse processo.

Portanto, este é um ponto que não pode ser esquecido: o emagrecimento não orientado é perigoso e pouco eficaz. O mais interessante a ser feito antes de tentar emagrecer é realizar uma consulta com um endocrinologista. O profissional poderá, então, identificar a causa do problema e indicar o melhor tratamento para cada caso.

O cálculo do peso ideal

Talvez você já tenha ouvido falar sobre o Índice de Massa Corporal (IMC), que é o cálculo que define se você está no peso considerado ideal, com base na sua altura.

O resultado é igual à divisão do seu peso pelo quadrado da sua altura. Por exemplo:

65kg ÷ 1,60cm ao quadrado

65kg ÷ 2,56

25,4 = IMC

Tabela do IMC:

Abaixo de 18,5 = abaixo do peso

Entre 18,5 e 24,9 = peso ideal

Entre 25,0 e 29,9 = sobrepeso

Entre 30,0 e 34,9 = grau I de obesidade

Entre 35,0 e 39,9 = grau II de obesidade

Entre 40 e acima = grau III de obesidade

É normal que existam algumas alterações ao longo dos meses e que ainda seja um peso saudável. Mas fique sempre atento!

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Goiânia e Anápolis!

Posted by Dra. Lanna Gomes in Todos
Você sabe quando procurar um endocrinologista?

Você sabe quando procurar um endocrinologista?

Com tantas especialidades médicas, é comum que haja uma certa confusão na hora de procurar um profissional. Até porque dezenas de doenças apresentam sintomas comuns, o que torna ainda mais complicada  a decisão sobre a qual profissional recorrer. No caso do endocrinologista, há uma palavra-chave envolvida: hormônios. Mas, como os hormônios afetam todo o organismo, continua sendo uma especialidade bem ampla. Que tal conhecer mais sobre ela?

O que faz o endocrinologista

O médico que se especializou em Endocrinologia e Metabologia trata das glândulas endócrinas, responsáveis pela produção e liberação de hormônios no organismo. Ou seja, qualquer problema que esteja relacionado ao modo como essas glândulas funcionam e  como os hormônios estão sendo absorvidos e utilizados pelo corpo é diagnosticado e tratado por esta especialidade.

A falta ou excesso dos hormônios pode afetar diversas funções no organismo. As alterações mais comumente percebidas são as de peso, de crescimento, desenvolvimento sexual e alterações na glicemia. Outras mudanças podem incluir disfunções no sono, no ciclo menstrual, nos níveis de cálcio, colesterol, triglicérides e alterações na densidade óssea.

Principais doenças tratadas pelo endocrinologista

– Obesidade

A obesidade é uma doença crônica e complexa e sua prevalência aumenta em todo o mundo. Parte dos casos é em decorrência de alterações hormonais. Mesmo se não for essa a causa, é comum que pessoas obesas apresentem alguma outra condição que deve ser tratada na Endocrinologia, como pré-diabetes, diabetes, colesterol alto.

– Diabetes

Diabetes é causada pela deficiência na produção de insulina pelo pâncreas e pela resistência à ação desse hormônio nos tecidos periféricos, o que provoca um desequilíbrio na glicemia (açúcar no sangue). É uma condição que pode se originar de outras, como a obesidade.

– Hiper e hipotireoidismo

Disfunções na tireoide são também muito comuns nos consultórios endocrinológicos. O hipertireoidismo é decorrente do funcionamento excessivo da tireoide; já o hipotireoidismo ocorre quando há a produção insuficiente de hormônios. Há também outras doenças da tireoide que precisam de tratamento e acompanhamento como o câncer de tireóide.

– Síndrome dos Ovários Micropolicísticos

Esta síndrome atinge as mulheres e provoca irregularidade menstrual e aumento dos hormônios masculinos. Uma das principais causas é o excesso de gordura corporal. Outros sintomas comuns são o aumento de pelos no corpo e o surgimento de acne.

Outras doenças que valem ser mencionadas são a osteoporose, doenças da hipófise, doenças das supra renais e diversos tipos de enfermidades que afetam o crescimento ou o desenvolvimento.

Procurando ajuda

Alguns distúrbios hormonais deixam sinais claros, como aumento excessivo de pelos, acne e  ganho de peso. Outros sinais importantes de possível doença endocrinológica incluem:

  • Nódulos no pescoço
  • Excesso de frio ou de calor
  • Atraso na puberdade
  • Menstruação desregulada
  • Secreção de leite das mamas sem que haja amamentação

Além de ficar atento a esses sintomas, é importante visitar um endocrinologista periodicamente para acompanhamento e prevenção de diversas doenças.

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10 alimentos que podem ajudar a controlar o colesterol ruim

10 alimentos que podem ajudar a controlar o colesterol ruim

O colesterol é uma gordura essencial para o funcionamento do organismo, servindo como componente na produção de hormônios, vitamina D e ácidos biliares. Também compõe a estrutura das membranas celulares, presentes em todos os tecidos corporais como músculo, pele e órgãos como o coração e o cérebro.

Existem dois tipos de colesterol – um é benéfico à saúde e outro é chamado de colesterol ruim, pois se deposita nas artérias e podem causar infartos e AVCs. Ambos são produzidos pelo organismo, mas também podem ser absorvidos por meio dos alimentos. Por isso, manter uma dieta saudável é essencial para reduzir os índices de colesterol ruim.

Para que serve o colesterol?

Grande parte do colesterol é produzido pelo fígado e o restante ingerido nos alimentos. Como não dissolve no sangue, o colesterol precisa das lipoproteínas produzidas também pelo fígado para fazer o transporte da corrente sanguínea para os tecidos. São esses transportadores que definem se o colesterol é bom e ruim para o organismo

Há dois tipos de lipoproteínas:

  • As HDL, que são considerados o colesterol bom pois transporta o excedente de colesterol dos tecidos periféricos para ser metabolizado pelo fígado.
  • As LDL, que é considerado o colesterol ruim entrega o colesterol no fígado e células periféricas e o seu acúmulo aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

Como uma parte do colesterol é consumido pela alimentação, é fundamental um cuidado especial para que não sejam ingeridos os que favorecem o aumento do LDL.

Só é possível descobrir a carga de LDL através de um exame de sangue, já que o problema é na maioria das vezes assintomático. Quando o paciente sente dores no peito, falta de ar, palpitações, alterações súbitas da força muscular , da fala e consciência,  pode ser sinal de que as artérias estão obstruídas com placas de gordura.

Outros fatores de risco são tabagismo, sedentarismo, menopausa, obesidade, histórico familiar, hipertensão e idade acima de 50 anos.

Alimentos que diminuem o colesterol ruim

Não é necessário ser escravo de remédios para controlar o colesterol alto. Uma alimentação de qualidade pode causar grandes efeitos positivos a saúde e diminuir os índices de LDL. Separamos abaixo 10 alimentos que ajudam a controlar o colesterol ruim e devem ser inseridos na sua dieta:

  1. Nozes e castanhas: ajudam a combater os efeitos nocivos do colesterol com sua gordura poli-insaturada.
  2. Frutas vermelhas: ricas em antioxidantes, inibem a oxidação do LDL.
  3. Alho: o saboroso tempero possui alicina, um princípio ativo que reduz o LDL e também possui ação antioxidante.
  4. Maçã: com grande quantidade de flavonoides e fibras solúveis, reduzem muito o colesterol
  5. Aveia: com fibras solúveis, absorve a gordura do intestino e diminui sua absorção para a corrente sanguínea.
  6. Verduras: são ótimos anti-inflamatórios e antioxidantes, combatendo os radicais livres .
  7. Azeite: também é anti-inflamatório, com ácidos monoinsaturados e que diminuem o colesterol.
  8. Abacate: fonte de gordura monoinsaturada, é muito saudável para o coração e ajuda a aumentar o colesterol HDL e diminuir o LDL.
  9. Chá-verde: por ser antioxidante, ajuda a diminuir os índices de LDL
  10. Salmão: o peixe tem ômega-3 com ação anti-inflamatória e antioxidante.

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6 doenças causadas pela obesidade

6 doenças causadas pela obesidade

A obesidade é uma grande epidemia mundial, ocasionado por fatores genéticos associados a hábitos não saudáveis, o que inclui a má alimentação e o sedentarismo. Estar acima do peso prejudica não somente a autoestima dos indivíduos, mas também a sua saúde, uma vez que pode desencadear outras doenças.

De acordo com algumas pesquisas, é possível notar que a taxa de mortalidade das pessoas que estão acima do peso são maiores, comparadas àquelas com peso ideal. Por isso, é um tema que vem sendo debatido constantemente em nossa sociedade.

Confira nos tópicos abaixo seis doenças que são ocasionadas pela obesidade.

Doenças do coração e do sistema circulatório

As doenças do aparelho circulatório correspondem à principal causa de morte no Brasil . Pacientes que apresentam excesso de peso têm maior chance de adquirir doenças do sistema cardiovascular como hipertensão arterial, infarto do miocárdio, trombose venosa profunda, doenças cerebrovasculares. A obesidade é um fator de risco independente para estas doenças.

Diabetes

O acúmulo excessivo de gordura corporal, particularmente a abdominal, contribui para o desenvolvimento de resistência à ação da insulina que se não tratada pode evoluir para Diabetes tipo 2. Nesta condição, além da resistência na ação da insulina também há a deficiência na produção deste hormônio, com descontrole da glicemia.

Apneia obstrutiva do sono (AOS)

É um transtorno respiratório do sono caracterizado por microdespertares noturnos e pausas respiratórias. Em pessoas obesas existe uma vulnerabilidade maior, porque a deposição de gordura em volta do pescoço aumenta, dificultando a respiração, ocasionando a falta de ar e o ronco.

Determinados tipos de câncer

Comprovado por algumas pesquisas, o excesso de peso é fator de risco para determinados tipos de câncer, principalmente relacionados a órgãos do sistema digestório (esôfago, colorretal). O excesso de gordura  acarreta mudanças hormonais, que podem aumentar o risco de câncer de mama, endométrio, rins, dentre outros.

Depressão

Pacientes obesos são mais propensos a apresentarem sintomas depressivos , devido a  baixa autoestima decorrente da insegurança com seu próprio corpo, o que afeta as suas relações, ocasionando o isolamento social.

Dores nas articulações

Quando o peso é excessivo, a pressão é maior: ocasiona o desgaste da cartilagem, provocando fortes dores na região. Além disso, as chances são maiores de apresentar dor na coluna, principalmente na região lombar.

Tenha hábitos saudáveis

Para não correr o risco de adquirir as doenças apresentadas devido à obesidade, comece a cuidar da sua saúde e faça um equilíbrio entre as atividades físicas e uma alimentação saudável. Caso tenha dificuldades para adotar um novo estilo de vida é preciso procurar um atendimento médico.

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Estresse e diabetes: entenda o risco dessa combinação

Estresse e diabetes: entenda o risco dessa combinação

O estado emocional está intimamente ligado ao aparecimento ou agravamento de muitas doenças crônicas. Quando o assunto é diabetes, essa associação torna-se mais evidente, uma vez que o estresse agudo ou crônico desencadeia a liberação de uma série de hormônios que pioram o controle da glicemia (açúcar no sangue).

Como o estresse afeta o diabetes

O estresse é simplesmente um sinal de alerta de que o corpo  está sob perigo ou numa situação comprometedora. Neste estado há a  liberação de hormônios chamados contra- reguladores : cortisol, glucagon, adrenalina e noradrenalina. Estes hormônios aumentam a concentração de açucar no sangue através de vários mecanismos e dificultam a ação da insulina que tem papel primordial no controle da glicemia.

Efeitos colaterais da combinação do estresse com diabetes

  • Descontrole da pressão arterial, aumentando o risco de infarto do miocárdio  e acidente vascular cerebral
  • Piora da neuropatia, nefropatia, retinopatia (complicações do diabetes que afeta os nervos, rins e retina, respectivamente)
  • Dores musculares, dores de cabeça
  • Frequência cardíaca alterada
  • Queda de cabelo, insônia, alteração do peso
  • Náuseas, diarréia e constipações: o sistema digestivo é muito afetado pelo estado emocional.

Como minimizar os efeitos deletérios desta combinação? O segredo é sempre procurar ter hábitos saudáveis. Exercícios físicos, meditação, alimentação equilibrada, evitar consumo de álcool e tabaco  são alternativas indispensáveis. Mas a maior dica é sempre notar gatilhos em que seu temperamento poderá ser afetado. Manter seu lado emocional em ordem pode ajudar a reduzir drasticamente os sintomas da doença e estar em paz consigo mesmo.

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Hipertireoidismo – sintomas, causas e tratamentos

Hipertireoidismo – sintomas, causas e tratamentos

As glândulas possuem funções vitais em nosso organismo, uma vez que produzem substâncias essenciais para o equilíbrio do corpo e da mente. Entre elas, a tireóide se destaca como uma das mais importantes, pois produz, libera e armazena hormônios fundamentais para o controle do metabolismo e do equilíbrio entre os sistemas do corpo. Quando há uma excessiva produção hormonal a partir dessa glândula, ocorre o chamado hipertireoidismo primário.

Causas e sintomas do hipertireoidismo

Geralmente, a produção de hormônios em excesso pela tireóide é desencadeada por alguma patologia. A Doença de Graves (DG), de origem auto-imune,  representa a etiologia mais comum de hipertireoidismo (80% dos casos). Dentre outras causas, pode-se citar: inflamações da glândula provenientes de alguma infecção; nódulos tireoidianos hiperfuncionantes e ingestão excessiva de iodo. Além disso, existem alguns fatores de risco, como histórico familiar e ser do sexo feminino.

Em muitos casos, a condição demora a ser diagnosticada, pois o paciente costuma confundir com outras doenças, visto que seus sintomas são bastante genéricos, incluindo fadiga, intolerância ao calor, sudorese excessiva, taquicardia, perda de peso repentina, ansiedade, nervosismo, queda de cabelo e mudanças na menstruação. Pressão alta, diarréia, náuseas , olhos vermelhos e edemaciados, aumento do volume do pescoço (bócio) são outros sinais e sintomas que podem aparecer.

Tratamento

Após o diagnóstico do médico especialista, é necessário definir qual a forma de tratamento. De maneira geral, existem três principais alternativas de tratamento:

  • Medicamentos: é a alternativa mais comum, pois realiza o controle do hipertireoidismo por meio de substâncias conhecidas, como metimazol ou propiltiouracil, este último mais recomendado para grávidas e lactantes;
  • Ingestão de iodo radioativo: essa opção de tratamento é capaz de manter a produção de hormônios estável. No entanto, em muitos casos, leva à disfunção total da glândula, ou seja, a tireóide se torna incapaz de funcionar corretamente, fazendo com que obtenção dos hormônios produzidos por essa glândula seja por por meio de medicamentos;
  • Cirurgia: quando nenhuma das alternativas acima é recomendada, faz-se necessária uma intervenção cirúrgica para a retirada da glândula, seja total ou parcialmente. Como principais benefícios, estão a rápida cura do problema e a retirada do bócio (aumento no tamanho da tireóide)

No entanto, possui como desvantagens potenciais danos às glândulas paratireóides e às cordas vocais, o que de fato ocorre em uma pequena porcentagem dos pacientes.

Dessa maneira, somente em casos especiais a cirurgia para a retirada da tireóide é indicada, incluindo pessoas com efeitos adversos aos medicamentos mais utilizados ou que não podem tomá-los regularmente, a exemplo de crianças; pacientes com nódulos muitos grandes, capazes de comprimir os tecidos vizinhos; ou quando há suspeita de câncer.

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Jejum intermitente é realmente eficaz?

Jejum intermitente é realmente eficaz?

A dieta do jejum intermitente se tornou a queridinha de celebridades e influenciadores digitais na internet. Porém, antes de aderir a ela é preciso entender se o método é realmente eficiente e se pode fazer mal para a saúde. Neste artigo, tiramos as dúvidas mais comuns sobre este assunto.

Jejum intermitente realmente funciona?

Há anos temos ouvido falar que para manter a saúde e a boa forma, o ideal é se alimentar diversas vezes ao dia, de preferência de três em três horas, focando em opções leves, saudáveis e de preferência, pouco calóricas.

Mas, nos últimos meses uma nova mania vem tomando a conta do universo do emagrecimento: o famoso jejum intermitente. Trata-se de uma nova maneira de ver a frequência da alimentação, que segundo os adeptos, deve acontecer somente quando a pessoa sente realmente fome.

Isso significa, portanto, que quem segue esta tendência se alimenta menos vezes ao dia, levando em consideração o ritmo do próprio corpo. De forma geral, não há uma receita pré-estabelecida nem tampouco uma quantidade de horas específicas que a pessoa deve ficar sem se alimentar, mas ele pode durar oito, doze ou até vinte horas.

Este hábito, segundo os defensores do método, acaba por alterar o metabolismo que passa a queimar gordura para gerar energia. Durante as horas sem comer, está liberado apenas o consumo de água, chás e café sem adoçantes ou açúcar.

Cada corpo é único e exige um consumo calórico diário diferente. Por isso, ficar longos períodos sem se alimentar pode ter efeitos diferentes de acordo com o metabolismo de cada um.

O ideal para emagrecer é contar sempre com o apoio e as indicações de um profissional. Em geral, ele indicará a diminuição do consumo de carboidratos e foco em opções mais leves e saudáveis. O mais importante é buscar uma alimentação balanceada, rica em vitaminas e sais minerais.

Para que o resultado na balança seja realmente o esperado, indica-se que o paciente mantenha uma rotina de exercícios e atividades físicas a fim de garantir a saúde e a forma muscular.

É importante salientar ainda que não é toda pessoa que está apta para colocar em prática os métodos do jejum intermitente. Pacientes que sofrem de diabetes, hipoglicemia, alterações na tireoide ou quaisquer doenças que tenham como resultado alterações relacionadas à alimentação como, por exemplo, a bulimia ou a anorexia, devem procurar outra forma de dieta, sob prescrição médica.

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8 alimentos que podem te ajudar a reduzir a gordura no fígado

8 alimentos que podem te ajudar a reduzir a gordura no fígado

A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é uma doença de amplo espectro que compreende a esteatose (acúmulo de gordura no fígado) e esteato-hepatite não alcoólica (EHNA) e pode evoluir para cirrose e carcinoma hepatocelular (câncer no fígado). Nos dias atuais, corresponde à doença hepática mais comum no mundo ocidental. Pensando nisso e na importância de combatê-la, trouxemos a seguir, 8 alimentos que podem te ajudar a reduzir a gordura no fígado.

8 alimentos que podem te ajudar a reduzir a gordura no fígado

Atrelados ao cardápio, são alimentos fundamentais na dieta de quem quer reduzir a gordura acumulada no fígado:

Gorduras do bem

As gordurinhas do bem, representadas principalmente por castanhas, pelo salmão e pelo azeite de oliva extra virgem, são alimentos ricos em ácidos graxos poli e monoinsaturados. Aposte nelas!

Fibras em geral

Alimentos ricos em fibras, tais como farelo de aveia, trigo, linhaça dourada e granola auxiliam na desintoxicação do fígado. Não se esqueça de beber muita água quando consumir fibras em excesso (entre 2 a 3 litros por dia) para melhorar o funcionamento do intestino

Proteínas vegetais

As proteínas encontradas em vegetais, tais como rúcula, couve flor, repolho, brócolis, agrião, nabo e rabanete também são fundamentais para manutenção da saúde do fígado – tanto para emagrecê-lo, como para desinflamá-lo.

Carnes brancas

Para diminuir o acúmulo de gordura no fígado o recomendado é apostar no consumo de carnes brancas (em substituição à vermelha). Frango e peixes grelhados serão seus melhores amigos.

Legumes

Legumes em geral são eficazes contra o fígado gorduroso. Mas cuidado com o excesso de legumes ricos em carboidratos!

Morango

O morango é uma fruta com altíssima concentração de vitamina C, nutriente responsável pelo fortalecimento da imunidade. Além disso, ele também é rico em ácidos orgânicos, que previnem o acúmulo de gordura em todo o organismo.

Limão

Não é mito que o limão é um remédio natural para o organismo. Rico em antioxidantes e em vitamina C, ele não só previne uma variedade de doenças como também ajuda a tratá-las – como é o caso do fígado gorduroso.Basta um limão dissolvido em um copo de água consumido diariamente para fazer enorme diferença no combate à condição.

Gengibre

O gengibre, por sua vez, atua no combate ao acúmulo de gordura no fígado ao ajudar na secreção da bile. Com isso, ele facilita a digestão de gorduras e evita sobrecarga no trabalho do órgão.

Por outro lado, o consumo de alguns alimentos deve ser reduzido no cardápio. São eles:

  • Carboidratos refinados (sendo as bebidas alcoólicas, o açúcar e a farinha branca seus principais representantes). Assim, evite o consumo de doces, refrigerantes e pães/bolos/massas em geral
  • Evite o consumo de alimentos embutidos, salgadinhos, doces e industrializados
  • Maneire ainda no consumo de carnes vermelhas, manteiga, margarina e frituras como um todo

Além disso, evitar bebida alcóolica, realizar atividade física pelo menos 3x/semana, utilizar vitamina E e algumas medicações podem auxiliar na eliminação da gordura e restaurar a saúde do fígado.

Agora você já conhece 8 alimentos e grupos alimentares que podem te ajudar na redução de gordura no fígado.

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7 coisas que você precisa saber sobre o crescimento

7 coisas que você precisa saber sobre o crescimento

O crescimento humano é um dos processos biológicos mais fascinantes e dinâmicos. Inicia-se na concepção e prossegue por vários estágios de desenvolvimento. Comumente os pais se preocupam com o crescimento de suas crianças, com receio de que não se desenvolvam adequadamente conforme a idade, mas são muitos os elementos que podem influenciar na aceleração ou retardo deste processo.

Fatores externos como alimentação e atividade física podem influenciar no pleno desenvolvimento de uma criança e adolescente, da mesma forma que a genética e a fase da vida em que ela se encontra.

A altura de cada pessoa é determinada pelo desenvolvimento ósseo e uma das formas de se avaliá-lo é através de um raio X das mãos e do punho. Ele demonstra se o indivíduo está dentro do padrão de crescimento de sua idade, através da maturidade dos ossos.

Listamos 7 coisas sobre as quais todo mundo precisa saber sobre o crescimento do corpo humano e que podem ajudar a elucidar muitas perguntas:

1 – O hormônio do crescimento (GH)

O hormônio do crescimento é produzido e secretado  pela glândula hipófise anterior, localizada no cérebro, e estimula o fígado a produzir uma proteína chamada IGF-1  que é o principal responsável pelo crescimento e  proliferação das células ósseas.

A deficiência na sua produção é especialmente percebida na infância, causada por problemas genéticos, excesso de radiação ou traumas durante o parto. A criança que não o produz pode se tornar portadora de nanismo (podendo não ultrapassar os 1,30 m de altura). Já quando há uma produção muito elevada do hormônio, as extremidades do corpo crescem mais do que o restante como os pés, mãos, orelhas e nariz, chamado de gigantismo.

2 – Tratamento com o hormônio do crescimento

Hoje existem tratamentos feitos a base do GH (hormônio do crescimento), usado em crianças que possuem deficiência na sua produção natural. Com a quantidade abaixo do normal, elas tendem a demorar a se desenvolver e têm dificuldade em atingir a altura média de um adulto.

O tratamento é indicado por um endocrinologista e feito com injeções diárias no período noturno. Há ainda outros resultados positivos para o uso do GH, como auxiliar no emagrecimento e desacelerar o processo de envelhecimento.

3 – Crescimento na Puberdade

A puberdade é um período de crescimento rápido. Nas meninas o estirão do crescimento ocorre logo no início da puberdade e finaliza com a menarca (primeira menstruação). Nos meninos, o estirão ocorre nos estádios mais avançados do desenvolvimento puberal.

4 – Hormônio do crescimento e musculação

Muitos praticantes de musculação e outras atividades similares têm usado o hormônio do crescimento como forma de desenvolver a massa muscular e diminuir a gordura corporal. Se não houver deficiência de GH no organismo não há porque usá-lo para estes fins, pois pode prejudicar a saúde.

5 – As pessoas crescem a noite

A produção e liberação do hormônio do crescimento são feitas durante a noite. É durante o sono, quando o corpo está parado e relaxado, que os hormônios agem. Bebês ainda na fase de amamentação precisam dormir em torno de 12 horas por dia para aproveitarem o período de crescimento.

6 – Hábitos e postura influenciam no crescimento

Vícios posturais e falta de alongamento podem ajudar a diminuir a altura de um adulto e dificultar o desenvolvimento de jovens e crianças. Os alongamentos ajudam a evitar dores musculares e câimbras.

7 – Alimentos ajudam a crescer

O consumo de alimentos ricos em cálcio ajuda a manter o desenvolvimento ósseo sempre saudável, enquanto os que contêm proteínas tornam os músculos mais aptos a crescer.

É importante incentivar o consumo de leites e derivados, folhas escuras, sardinha, feijão, carne, cogumelos, frutas, cenoura, abóbora, manga, frutos do mar e sementes.

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20 sintomas que podem indicar problemas na tireoide

20 sintomas que podem indicar problemas na tireoide

A tireoide é uma glândula localizada no pescoço e que produz alguns hormônios importantes para o funcionamento do organismo, como o T3 e T4. Se ela estiver desregulada, todo o corpo sofre, de uma forma ou de outra. Há duas maneiras de ocorrerem problemas: com o hipotireoidismo (baixa produção dos hormônios) e hipertireoidismo (alta produção dos hormônios).

Sintomas de hiper e hipotireoidismo

O hipertireoidismo em nível leve pode não apresentar nenhum sintoma, apesar do trabalho em excesso da glândula. Quando ele está em um estágio um pouco mais avançado, ou quando os sintomas surgem, os principais são:

  1. Sensação de calor excessivo e aumento da transpiração
  2. Fraqueza a fadiga
  3. Mãos trêmulas
  4. Taquicardia (batimentos cardíacos acelerados), arritmia e palpitações
  5. Perda de peso
  6. Diarréia
  7. Irritabilidade frequente e ansiedade
  8. Irritação ou desconforto nos olhos
  9. Irregularidade nos ciclos menstruais
  10. Aumento visível da glândula ou glândula com nódulos

Esses sintomas surgem por conta da aceleração do metabolismo, o que faz com que o organismo trabalhe mais rápido do que deveria.

Já no caso do hipotireoidismo, a situação é contrária: o metabolismo fica mais lento. É mais comum do que o hipertireoidismo, com cerca de 2 milhões de casos anuais só no Brasil. Os principais sintomas são:

  1. Fadiga e fraqueza muscular
  2. Maior sensibilidade ao frio
  3. Constipação
  4. Pele seca
  5. Ganho de peso mesmo com alimentação balanceada
  6. Rouquidão e/ou dor de garganta
  7. Colesterol alto
  8. Dores e rigidez nos músculos
  9. Diminuição do ritmo cardíaco
  10. Problemas de memória

Riscos causados por problemas na tireóide

O hipertireoidismo pode causar complicações que vão desde doenças cardíacas até ossos fracos e osteoporose, problemas oculares, pele inchada e dores abdominais.

No caso do hipotireoidismo, além de também causar problemas cardíacos, o paciente pode apresentar dificuldades no desenvolvimento, especialmente se for detectado na infância. É possível que surja também retardo mental, quadros de nanismo, grande ganho de peso e infertilidade.

Tratamentos para problemas na tireóide

O hipertireoidismo é geralmente tratado com medicamentos que agem contra a produção excessiva de hormônios, chamados de antitireoidianos. Dependendo do caso, também pode ser indicado o tratamento com beta-bloqueadores, iodo radioativo ou cirurgia. Já o hipotireoidismo é tratado, basicamente, com o uso diário de uma versão sintética do hormônio que está em falta.

Em ambos os casos, para que o tratamento ocorra de maneira eficaz e saudável, é preciso que o médico determine a dose exata para cada caso. Isso talvez envolva uma série de “tentativas e erros”, ao longo de alguns meses, até que a quantidade certa seja encontrada.

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